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XXIX Conbravet e I Congresso Anclivepa/RS

.Estamos apresentando nesta edição o resumo de alguns dos trabalhos científicos apresentados, por ocasião do XXIX Conbravet,  I Congresso Anclivepa/RS. A íntegra dos mesmos pode ser obtida diretamente de seus autores.

A CINOTERAPIA NO AUXÍLIO À REABILITAÇÃO FÍSICA DE IDOSOS.

  FARIA, A. B.1; CASTRO, M. A. V.1; PEREIRA, D. P.1 ; SILVEIRA, M. M.1 ; FRANCIS, D. G.2; SUEHARA, R.1 *

 Inst. e end. do 1º autor: Universidade Federal de Uberlândia.

Av. Ceará s/n, Bairro Umuarama.

Cep: 38400-902. Uberlândia MG. daniel_vetbr@yahoo.com.br

  A humanidade trata a velhice como uma deficiência. Somado aos limites biológicos provocados pela idade, isso vem a prejudicar ainda mais a recuperação física e mental dos pacientes. Existem espalhados pelo mundo trabalhos utilizando cães que buscam justamente melhorar a condição física de idosos. O fato é que terapias fisico-psíquicas têm obtido resultados expressivos utilizando animais adestrados como co-terapeutas.

   Estes animais estabelecem com os idosos uma comunicação recíproca que possibilita um restabelecimento da auto-estima, respeito, companheirismo, visão de futuro, vontade de viver e ainda estimula a liberação de substâncias que podem ser benéficas ao organismo, como endorfina e adrenalina.

    Estas terapias contam com cães adestrados por um profissional da área e com o auxílio de psicólogos, fisioterapeutas, médicos e médicos veterinários, onde os cães realizam exercícios buscando estimular o idoso nos sentidos físico e psicológico, trazendo benefícios para os mesmos.

 Para comprovar esta relação, foi realizada uma revisão bibliográfica, obtendo várias informações, como exemplo: Em 1999 Karen Allen, cardiologista da Universidade de Nova York, congregou 48 corretores do mercado financeiro (homens e mulheres) que apresentavam altos níveis de pressão arterial e stress.

   Metade deles, escolhidos ao acaso receberam um cão ou gato que passaram a morar juntos. Após um semestre o grupo "tratado" com animais de estimação tinha pressão arterial normal e o stress reduzido à metade.

BECK e KATCHER (1996) pesquisaram a sobrevivência de enfartados coronários possuidores ou não de animais de estimação. Nessa pesquisa, eles analisaram 92 pessoas. Destas 53 possuíam animais de estimação incluindo cães, neste grupo foi alcançado o índice de sobrevivência de 94%, após o infarto. No restante do grupo, que não possuía animais, o índice obtido caiu para 71%. Em 1997, KATCHER acompanhou 2805 pessoas por 89 meses. As mulheres observadas que tomavam antidepressivos e possuíam animais de estimação, precisavam de doses menores do que as que não os possuíam.

Tendo em vista os benefícios obtidos com a interação homem-animal, acredita-se que, uma terapia onde predomine esta interação seja uma alternativa positiva de reabilitação física e mental em idosos, pois a ação de cuidar de outro ser vivo tende a ser auto-curativa.

 

1. Acadêmicos do curso de Medicina Veterinária.

2. Professor Titular da FAMEV da UFU.


 

ACRÍLICO AUTO-POLIMERIZÁVEL ASSOCIADO OU NÃO A RETALHO UCOPERIOSTEAL SIMPLES NO TRATAMENTO DE FÍSTULA ORONASAL EXPERIMENTAL EM CÃES

PRATI,L.1 CAMARGO,S.F.S.2* RAISER,A.G.2 NATALINI,C.C.3 GAIGA,L.H.1

BRONDANI,J.T.2 BERTIN,A.P.2 DALMOLIN,F.2

 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA(UFSM) – luprati@bol.com.br

       As fístulas oronasais em cães podem levar a sérias complicações secundárias à correção cirúrgica para o seu tratamento. É comum a ocorrência de recidivas após o reparo cirúrgico de fístulas oronasais, o que constitui um desafio aos cirurgiões. Com o intuito de avaliar o emprego do acrílico auto-polimerizável no tratamento dessa afecção, foi elaborado um modelo experimental com 12 cães, SRD, fêmeas ou machos, com peso variando entre 8 e 19 kg, que foram submetidos a produção de fístula oronasal experimental, após a exodontia de seus caninos superiores. Para a redução das fístulas foram empregadas duas técnicas: nas fístulas localizadas do lado direito efetuo-se simplesmente o seu preenchimento com a resina acrílica, e nas do lado esquerdo, além do preenchimento com a resina, fez-se também, a cobertura do orifício com um retalho mucoperiostal de origem gengival. Os cães foram avaliados clínica, histológica e radiograficamente por um período de 60 dias. Em três fístulas (12,5%) ocorreu recidiva, devido à mobilidade e posterior exteriorização do acrílico. Em oito retalhos (66,6%) ocorreu deiscência parcial das suturas, e em um (8,3%) deiscência total, devido a tensão na linha de sutura. Nas avaliações histológicas aos 30 e 60 dias observou-se reação inflamatória crônica focalmente extensa, sendo aos 60 dias com menor quantidade de macrófagos. Radiograficamente observou-se a consolidação óssea da solução de continuidade na parede medial do alvéolo adjacente ao acrílico. O modelo experimental é apropriado para o estudo do reparo de fístula oronasal. O acrílico auto-polimerizável é eficiente para a correção das fístulas, sem evidência de sinais de rejeição, podendo ser aplicado isoladamente ou em associação com retalho simples mucoperiostal de origem gengival, sendo que o uso do retalho diminui o tempo de reparação e o acúmulo de restos alimentares, no período pós-operatório.

 1 – Méd. Vet. Mestre Cirurgia.

 2 – Universidade Federal de Santa Maria

 3 – Louisiana State University    


OCORRÊNCIA DE OPACIDADES CORNEAIS (FLORIDA SPOTS) EM GATOS ATENDIDOS NO HOSPITAL DE CLÍNICAS VETERINÁRIAS DA UFRGS / PORTO ALEGRE - RS

AUTORES: MACHADO, M.L.S.1*; BREITSAMETER, I.1; BAPTISTA, N.I.O.1

 INSTITUIÇÃO: Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS, Av. Bento Gonçalves, 9090 

CEP 90540-000 Porto Alegre - RS.

   Florida Spots são opacidades corneais que acometem cães e gatos. Essas alterações são visíveis macroscopicamente e podem se apresentar de forma única ou múltipla, normalmente com simetria radial e região central mais densa. Afetam um ou ambos os olhos. Não são observados sinais de inflamação ou desconforto e não respondem ao tratamento com antimicrobianos ou corticosteróides. A etiologia ainda é desconhecida e origens micótica, bacteriana (micobactéria) ou por efeito físico da incidência de luz ultra-violeta em animais sensíveis já foram sugeridas, porém, não comprovadas. O objetivo deste trabalho foi conhecer a ocorrência de Florida Spots em gatos atendidos na clínica geral do Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS, Porto Alegre / RS e sua relação com sexo, idade, raça e contato com outros gatos. Foram escolhidos aleatoriamente 100 gatos conduzidos à consulta no hospital por motivos diversos, no ano de 2001. Os felinos foram avaliados oftalmologicamente em busca de opacidades corneais (Floridas Spots). Anotaram-se os dados de sexo, idade, raça e informações sobre o contato com outros gatos. Dos 100 animais avaliados, 55 % eram fêmeas e 45% machos; 80 % sem raça definida (SRD) e 20 % com raça definida (60 % Siamês e 40 % Persa); 74 % tinham mais de um ano de idade e 87 % tiveram contato com outros gatos. Foram observados Florida Spots em 32 % dos animais, sendo 56,25 % afetados bilateralmente. Dos 43,75 % afetados unilateralmente, 57 % acometia o olho esquerdo e 43 % o olho direito. Não houve diferença estatística significativa entre os animais afetados em relação ao sexo  e a idade, entretanto, foi significativa a diferença estatística em relação à raça, sendo os SRD os mais afetados (p < 0,05) e também significativo em relação aos animais que tiveram contato com outros gatos (p < 0,05). Este levantamento, embora realizado com uma população específica - gatos que foram levados ao Hospital Veterinário por motivos diversos - demonstra o alto índice de animais afetados na região de Porto Alegre. O fato de animais SRD (habitualmente criados de forma mais livre, o que favorece o contato com outros gatos) e animais que, independente da raça, tiveram contato com outros, serem os mais afetados, induz-nos a pensar na possibilidade de haver um agente etiológico transmissível envolvido nesta afeção, e não fatores físicos ambientais. 

 1. Médicos Veterinários do HCV / UFRGS

ANCLIVEPA/RS                                                                                                           pág 6 

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Revisado: dezembro 04, 2002

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